Com foco na integração das políticas públicas, Prefeitura abre Semana da 1ª Infância

Com foco na integração das políticas públicas, Prefeitura abre Semana da 1ª Infância

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A Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, abriu nesta segunda-feira, 24 de agosto, a Semana da Primeira Infância, iniciativa voltada ao fortalecimento das políticas públicas destinadas às crianças de 0 a 6 anos. A solenidade aconteceu no Auditório da Prefeitura e reuniu gestores, servidores públicos e representantes da rede de proteção à infância.

A programação tem como principal objetivo ampliar a integração entre as diferentes áreas que atuam diretamente na promoção, proteção e garantia dos direitos das crianças, fortalecendo a atuação conjunta das secretarias municipais de Assistência Social, Educação e Saúde.

Durante a abertura, o prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, destacou que o Município possui o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), instrumento que reúne ações para garantir os direitos das crianças e orientar as políticas públicas até 2035.

“Investir na primeira infância é investir no futuro, mas, acima de tudo, é garantir que nossas crianças tenham um presente com dignidade, cuidado e oportunidades. Esse é um compromisso que queremos fortalecer todos os dias: uma Corumbá que cuide das suas crianças e das suas famílias”, afirmou o prefeito.

Dr. Gabriel também anunciou que o acompanhamento e o monitoramento das ações previstas no plano terão atenção direta do Gabinete do Prefeito. Segundo ele, a medida reforça a importância estratégica da primeira infância para a Administração Municipal.

“Precisamos ter resultados. É na infância que vamos poder ter uma cidade muito melhor, mais organizada e cidadãos diferenciados. Não adianta ficarmos apenas falando e discursando. Temos que colocar em prática o conhecimento que cada um de vocês tem e que pode ajudar a cidade a avançar cada vez mais”, completou.

Trabalho integrado

O secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Alexandre Ramos de Ohara, ressaltou que a Semana da Primeira Infância deve ser encarada não apenas como uma programação pontual, mas como um momento de reflexão e, principalmente, de mudança na forma como o poder público atua.

“Falar da infância é falar da nossa vida. Todos nós passamos por etapas e, em cada uma delas, precisamos de cuidado, proteção, oportunidades e, principalmente, de uma rede que não permita que ninguém caminhe sozinho”, destacou.

Alexandre lembrou que alguns indicadores relacionados à infância ainda preocupam o Município e que a melhoria desses resultados exige atuação permanente e articulada.

Uma das estratégias apresentadas durante a abertura foi a construção de uma mandala da rede de proteção, envolvendo diferentes setores e representando a necessidade de integração entre Assistência Social, Saúde, Educação, família, comunidade e demais atores.

“A rede de proteção não é apenas estar no mesmo território. É construir comunicação, confiança, fluxo e responsabilidade compartilhada. Precisamos mudar uma cultura: essa criança não é da Assistência, não é da Saúde e não é da Educação. Essa criança é nossa”, afirmou o secretário.

Para Alexandre, quando uma criança enfrenta uma situação de vulnerabilidade, pobreza, dificuldade de aprendizagem, falta de acesso adequado à saúde ou qualquer violação de direitos, a resposta precisa ser construída de maneira conjunta.

“A infância passa, e passa rápido. A criança que hoje está nos nossos serviços será amanhã o adolescente, o jovem, o trabalhador, o pai e o cidadão que participará da construção da nossa cidade. Uma infância bem cuidada é o primeiro passo para uma sociedade mais justa, mais humana e mais igualitária”, completou.

Responsabilidade de todos

A secretária municipal de Educação, Elizama Medina de Ávila, destacou que falar sobre primeira infância significa tratar do futuro, mas também da responsabilidade de todos no presente.

Segundo ela, profissionais que atuam diretamente com as crianças, seja na Educação, na Saúde ou na Assistência Social, têm papel fundamental na construção de uma rede de proteção mais efetiva.

“Para que possamos cuidar integralmente das nossas crianças, precisamos fortalecer essa intersetorialidade entre Saúde, Educação e Assistência. Todos nós somos tão responsáveis quanto quem está nas lideranças e nas cadeiras de decisão”, afirmou.

Elizama também defendeu a necessidade de ampliar o conhecimento e a preparação dos profissionais para que situações de vulnerabilidade não sejam simplesmente transferidas de uma área para outra.

“Precisamos aprender a fortalecer as redes de proteção e entender que a primeira infância é uma responsabilidade de todos nós”, reforçou.

Prevenção e do cuidado

A secretária municipal de Saúde, Tatiane da Silva Santos Mattos, ressaltou a importância da integração entre as três secretarias e lembrou que o cuidado com a primeira infância começa antes mesmo do nascimento.

“Quando uma criança nasce, isso envolve a Saúde. Quando ela não consegue acesso a algo, também envolve a Saúde. Nós reconhecemos nossas fragilidades e estamos dispostos a unir forças para enfrentá-las”, afirmou.

Tatiane explicou que a atuação da Saúde precisa estar integrada aos demais serviços da rede, permitindo que situações identificadas pelos profissionais sejam efetivamente encaminhadas para uma solução.

Ela também chamou atenção para o conceito de “zero ano”, destacando que o cuidado com a primeira infância começa ainda durante a gestação.

“Quando uma gestante é bem orientada, realiza seu pré-natal e faz sua imunização, ela já está trabalhando a primeira infância. Essa criança vai nascer com mais condições do que se essa mãe não tivesse feito todo esse acompanhamento qualificado”, explicou.

A secretária defendeu que as ações de promoção, prevenção e identificação precoce sejam priorizadas, evitando que problemas de saúde, educação ou assistência se agravem.

“Dizer não basta, precisamos fazer. Queremos envolver todos os pontos da rede para identificar nossas fragilidades e encontrar caminhos. Esperamos que, daqui a um ano, quando analisarmos os indicadores, possamos ver que nossos esforços, nossa comunicação e nossas ações valeram a pena”, completou.